Monday, October 31, 2011

Mais um passo em frente, mas um longo caminho a percorrer :D

                               


     Este fim de semana como já havia anunciado, realizou-se o campeonato nacional absoluto de Orientação pedreste, uma competição anual onde se apura o melhor orientista português, independentemente da idade e escalão de competição. O que distingue este campeonato das restantes provas, é o facto de a 1ª etapa ser uma prova de qualificação, onde se apura os 60 melhores atletas (que competem individualmente na sua categoria, apesar dos percursos serem muito similares) que se irão defrontar numa final, onde a ordem de partida é definida pela posição da qualificatória  (o atleta com o melhor tempo da qualificatória é o último a partir e pior é o primeiro).
  Apesar de em anos anteriores ter-se sentido alguns desiquilibrios por causa da distância da prova, este ano finalmente a final foi uma distância média, de apenas 4,5 km, em vez dos habituais 10 ou 11 km, o que abriu a possibilidade de atletas mais novos conseguirem chegar aos lugares de topo. Quanto às minhas prestações, tinha alguns objectivos definidos e na qualificatória o apuramento era apenas uma questão de gestão, onde procurei sobretudo qualificar-me para ser dos últimos atletas a partir, o que de facto consegui com o 6º lugar alcançado. Quanto ao terreno e mapas, acho que foi uma agradável surpresa e como o Tiago Aires já referiu, a orientação portuguesa deve procurar estes locais para a prática da modalidade e esquecer um pouco os terrenos alentejanos...ouvi diversos comentários negativos acerca da sujidade do terreno e dificil progressão, mas para mim esteve tudo bem, era complicado? sim era e muito, mas é isto que nos torna orientistas de nível internacional e isso deve ser a permissa máxima para todos os orientistas com ambições internacionais.
  Nesse dia ainda consegui arranjar tempo para participar no sprint em Vouzela, uma toliçe, segundo alguns, pois teria a final no dia seguinte e não podia desperdicar energias numa prova sem importância, mas como as oportunidades de conseguir fazer um treino de sprint são tão poucas, decidi mesmo assim ir e não me desiludi, apesar de alguns erros o percurso foi bem conseguido...e o Rafel Miguel está de parabéns, que hajam mais iniciativas destas! :D
  Dia seguinte, final do absoluto...expectativas elevadas para um bom resultado, felizmente não me deixei afectar pela pressão e soube lidar bem com a espera pela hora de partida. Comecei bem rápido e isso reflectiu-se numa parte inicial da prova com alguns erros, mas quando aqueci mentalmente comecei a fazer uma orientação segura e rápida, passei no ponto de espectadores na liderança mas sabia que os melhores atletas ainda estavão para chegar e não irião deixar os seus créditos nas minhas mãos, apesar de tudo fiz tudo por tudo para consegui ganhar algum tempo na parte final do percuso e aproximar-me o mais possívelm quando cheguei só consigo lembrar me do apoio de toda a gente a gritar e a puxar por mim, no sprint final, obrigada a todos e principalmente aos meus colegas de equipa, foram todos importantes!! :D
 

   Concluindo, consegui um 4º lugar na final, que para mim soube a 1º principamente por saber que os meus adversários são mais velhos e melhores que eu. Consegui superar-me e não falhar no momento mais importante e por isso tenho de estar grato a mim e ao professor Daniel Pó (treinador) que me orienta há muito tempo e me ajudou a preparar-me tão bem para esta prova...se isto é o topo? não, é um passo importante para perceber que estou no caminho certo, o que eu quero ainda está para vir e é bom ter estas provas para me pôr em situações de grande pressão, para aprender o que  é lidar com isso e estar preparado nas competições internacionais. De resto só queria dar os parabéns ao meu colega e amigo João Mega pelo 5º lugar alcançado, (o que poderia ter sido vitória certamente se lhe tivesse corrido de feição!) porque é bom ver os jovens motivarem-se e chegarem aos lugares de topo. Deixo ainda uma palavra de motivação aos colegas que correu mal, como o Fábio, o Miguel e o Filipe que tinham possibilidades de grande resultados, certamente um top 15 e que espero muito sinceramente que venham a concretizar o seu valor dentro em breve, não desistam! :D

                                     


Orientistas,
LS

Tuesday, October 11, 2011

Próximo desafio: Campeonato Nacional Absoluto

  Será a prova que dará como terminada a época de alguns, mas para mim trata-se o meu primeiro grande desafio...o primeiro de muitos que virão. Para evitar treinar sem rumo aparente, estabeleci este objectivo a curto prazo e há cerca de 1 mês que treino arduamente para me preparar bem e estar em boa forma quando chegar a prova. O campeonato nacional Absoluto trata-se de uma competição anual em que se elege o melhor orientista português da actualidade o que a torna, pelo menos para mim ao nível de um Jwoc ou um Eyoc sendo uma excelente preparação.
 No meu historial de participação nesta competição constam as edições de 2009 e 2010, que me trazem à memória algumas más recordações...primeiro em 2009 que se realizou em Vendas Novas, só me vem à memória o calor infernal que se fez sentir na altura, e que por causa da minha tenra idade (14 anos) e experiência não logrei alcançar a final, o que se traduziu em expectativas goradas. Decidi voltar a tentar no ano seguinte e apesar de na qualificatória se ter sentido algum calor consegui fazer uma boa prova e arranjar forma de ser dos últimos a partir na final. Na final consegui ser 12º, umas exclente classificação a meu ver, visto ter ainda 15 anos, mas lembro-me particularmente de ter realizado a última parte da prova em grande sofrimento, pagando um pouco a factura do forte ritmo que pûs no inicio. Da experiência que tirei destes últimos dois campeonatos, o que me constou é que a prova foi sempre demasiado longa e física o que não permitiu aos atletas mais jovens chegar aos lugares cimeiros. No fundo quero dizer com isto, que o actual modelo é de certo modo injusto, afinal estamos a tentar eleger o quê? o melhor orientista ou o melhor corredor de longa distância?, um juvenil é muito mais fraco fisicamente que um sénior e até é bom sinal que o seja, e eu recordo-me por exemplo de em Sesimbra ter quebrado imenso na parte final por não ter pernas para uma prova tão longa.
  Isto é um assunto que daria larga discussão, porque no fundo todos nós gostamos das coisas como nós queremos, claro que agora já não me sinto tanto em desvantagem, mas acho que seria mais justo para todos se fosse uma distância média em vez de uma distância longa a definir o campeão nacional...assim avaliava-se as valências técnicas e não as físicas. Mas tudo isto à parte, pelo que vi da s fotos, os terrenos aparentam ser brutais e estou extremamente motivado para correr em mapas tão bons...só posso garantir que darei o meu melhor, até lá é continuar a treinar arduamente :P



Orientistas,
LS

Friday, October 7, 2011

Memórias

  Hoje dei por mim a ver umas notícias no Orientovar sobre participações minhas em Eyoc's e mesmo mundiais ISF. Como estou numa altura de poucas competições e muito treino, e a escola não tem sido muito stressante encontro tempo para ir vasculhar em memórias do passado, mais precisamente redigidas pela mão do Joaquim Margarido, e entre muitas notícias a que mais me chamou a atenção foi a entrevista que dei após o ISF deste ano. Gostei de reler de novo as minhas respostas às perguntas que me foram colocadas, e achei interessante algumas das coisas que disse, bem demonstrativas da altura em que me encontrava...se há algo de que me gosto de recordar é a forma como encarei a minha ida áqueles mundias, e tratou-se de uma altura em que estava muito bem e tinha o objectivo tão claro que não sentia qualquer pressão, sabia o que valia e o que tinha de fazer e de facto cumpri! Já o tinha sentido antes, e parecia-me que nunca mais seria um atleta dos "ses" mas daqueles que estava lá e acertava no momento decisivos. 
   Isso de facto ensinou-me que não se vai a uma competição internacional sem objectivo, e o objectivo não é um desejo, uma condição...é uma obrigação, algo que envolve uma época e mais importante do que qualquer treino físico é a disposição psicológica. Felizmente sinto que cresci como pessoa e estou extremamente contente com o que ando a fazer nos meus treinos e o empenho em corrigir os erros é grande, mas mais importante que tudo, sei para aquilo que treino e quero poder continuar assim. O amor e o gosto pela modalidade deve ser imperioso em qualquer que seja a prova, deve-se viver o mapa. Já consegui fazer provas sem erros, e uma delas foi a distância longa no mundial, e ainda hoje não consigo descrever a felicidade com que começei aquela prova...





Orientistas,
LS