Monday, November 28, 2011

O refriar...

 Após 2 dias, finalmente é-me possivel parar e refriar a cabeça e tirar por fim conclusões da prova, aqui vão elas:

Pontos negativos:
-Desistir é um mau principio e apesar de na altura me encontrar algo debilitado e a prova não importar minimamente, já que a havia começado era para acabar.
-Inexperiência em distância tão longa, logo não saberia ao certo com gerir a corrida, o que se revelou principalmente a nivel mental.
-Ter-me deixado entusiasmar talvez um pouco pelo ritmo inicial, se tivesse gerido melhor, teria feito muito mais.


Pontos positivos:
-Ao contrário do que conclui inicialmente, que a parte inicial havia sido muito forte,apercebi que facilmente sustinha aquele ritmo à volta de 3'10 apesar do terreno em que corria ter zonas de lama e areia solta.
-Que qualitivamente não me encontrava assim tão longe da frente, seguindo a cerca de 15 segundos e se numa situação normal tivesse dado para gerir a corrida melhor um top 10 seria perfeitamente possivel.
-Encontro-me numa fase de treino intensivo em que não descarreguei na semana anterior ao corta-mato e com uma distância de 7 km é necessário que o sistema esteja a funcionar de topo e a maior parte dos atletas com que competia se encontram no seu pico de forma visto a terem o Europeu de corta-mato próximo.
-Vontade de querer andar e acelerar o ritmo, que penso que se tivesse em condições para isso tinha conseguido.


Talvez demasiado optimista? olhando em prespectivas alheias, talvez apontasse o dedo, mas eu sei o que tenho feito nos treinos, e se quero uma boa altura para ganhar um pouco de maturidade competitiva, ora aqui esta a altura ideal. Para o ano lá estarei de novo, pronto para aguentar os 7 km outra vez e desta vez no grupo da frente. Agora é semana de descanso e iniciar um novo ciclo de treino, os objectivos competitivos ainda estão longe, há muito para melhorar até lá.




Orientistas,
LS

Sunday, November 27, 2011

Conformado...mas não convencido.

   Como tinha escrito há algum tempo, hoje corri o corta-mato da amora, um corta-mato que gosto muito mas que nunca consegui terminar...acabando por desistir hoje, tal como tinha desistido no ano anterior. Admito que desistir é mau, mas não tenho quaisquer problemas em fazê-lo quando não vale a pena em continuar, mas sinto uma grande tristeza e frustração por não conseguir confirmar aquilo que tinha feito...o treinador afirma ser uma altura de carga, em que nem estamos preparados para estes tipos de ritmos, mas eu não me consigo convençer que não consigo "andar" apesar de a minha preparação não ser dirigida para tal.
   A minha primeira experiência neste corta-mato, foi tal como já tinha dito no ano anterior, onde corri uma distância de 4000 metros no escalão de juvenis. Confesso que tinha uma grande expectativa em obter um bom resultado, e no inicio após aquele ritmo brutal quando as coisas acalmam, simplesmente não deixei o comboio abrandar e acelarei, tentando rebentar com o grupo e dar uma lição aos sprinters, acabei por ser albaroado no fim da primeira volta (de duas), e cai de joelhos vindo a desistir pouco mais a frente. Este ano apesar de não estar tão expectante, com os 7 km que iria ter, tinha esperança que pudesse obter um lugar ali nos 10 primeiros, tendo em conta o que os treinos me diziam. Começo em força como sempre, procuro manter-me resguardado, mas claro que não consegui passando o 1º km a 3'04...mantive-me ali entre os 15 e 20 primeiros, procurando correr de trás para a frente e descontrair pensando no que ainda vinha aí, a principio ainda consegui, mas por volta dos 5200 metros, os meus braços simplesmente pareciam pedra e tive de desistir, não conseguia continuar e não ia ganhar absolutamente nada em sofrer mais 1800 metros a troco de chegar ao fim a morrer. Apesar de tudo ainda consegui uma média de 3'25, e mais uma vez encontrava-me plenamente capaz de aguentar a prova e só recebi como prémio uma dose de frustração que ainda não consegui digerir.
   "Isto não é orientação, não tens ritmo para isto" disse-me um treinador do atletismo, mas eu continuo a acreditar que ele não está certo, pode ser que um dia se engane...porque eu sei que com o que tenho feito, eu e os meus companheiros podemos dar muito mais, e mesmo naquele terreno com subidas e areia solta e o ritmo forte que levava ia completamente solto. Só me resta continuar e esperar pela próxima...






Orientistas,
LS

Sunday, November 13, 2011

Uma bela semaninha :P

Terça-Feira - Intervalado extensivo 12 x 300 c/ 2 min de descanso a trote (terreno desnivelado)
 
Quarta-Feira- Fartleck  2 x (5' CCl + 1' CCR + 2' CCM + 3' CCR + 4' CCM + 3' CCR + 2'CCM + 1'CCR)

Quinta-Feira- Circuito de força + 35' CCM

Sexta-Feira - 1 hora CCM com últimos 5 min rápidos.

Sábado- Rampas 14 x '30 rápidos + '30 lentos ( 1 hora de BTT adicional)

Domingo- 1'30 BTT + 1 hora CCM



Ritmos, tempos e Km's ? Demoníaco...vamos ver no que isto dá :P





Orientistas,
LS

Saturday, November 12, 2011

Agora pensa...


  "Qual o método perfeito para uma melhor performance em orientação?
     Eis a questão mais problemática de um orientista, será que existe um método perfeito? Creio que cada orientista deve utilizar o seu próprio método de orientação, mas na minha opinião podemos concordar todos com alguns pontos:


   -Orientação passa por um objectivo de cumprir um determinado percurso no menor tempo possível, e isso só é possível se houver possibilidade de se correr mais, portanto para mim a simplificação do mapa deve ser o ponto mais importante. O mapa é constituído por muita informação e a leitura da mesma seria demasiado dispendiosa em termos de tempo, portanto a simplificação da informação deve ser a prioridade máxima de qualquer orientista que ambicione chegar ao topo. Quanto menos se ler o mapa mais podemos aplicar corrida, o que será apenas vantajoso, mas claro que a simplificação extrema só prejudica, é necessário existir um controlo e segurança do orientista que terá de escolher determinadas referências seguras e na zona do ponto terá de ter imenso cuidado na leitura pois o ataque ao ponto é fundamental e isso exige uma leitura precisa.

    -Para mim, o segundo aspecto fundamental é a utilização da bússola, este instrumento auxiliar nunca deve ser esquecido e é importante perceber a sua utilidade. Se na simplificação é necessário possuirmos referências precisas em certas zonas, a bússola só vai ser uma ajuda para verificarmos se seguimos a direcção correcta e não estamos a desviar. Não devemos utilizar a bússola apenas para manter o mapa orientado, é importante perceber que os azimutes é algo extremamente útil e poupa o cansaço mental da leitura constante do mapa, é importante também não esquecer que quanto mais perto do traço menos distância percorremos o que só se torna uma vantagem.


  -Outro aspecto a referir será que a existência de 3 principais momentos de uma pernada, a momento em que saímos do ponto, a escolha de itinerário e a aproximação à zona do ponto. A saída do ponto é algo que se deve antecipar na pernada anterior e consiste em nada mais nada menos que direcção, evitando grandes desvios, a escolha de itinerário, se for correctamente antecipada, será um momento onde podemos aplicar a vertente física e procurar descanso mental (isto se estivermos a considerar uma pernada longa), na aproximação ao ponto terá de existir um zona intermédia onde temos de identificar precisamente o local do ponto evitando assim erros. Por isso costumamos distinguir orientação grosseira de orientação precisa, poderemos por ventura considerar num percurso que 80% será orientação grosseira e os restantes 20% orientação precisa. Se eu sou grande defensor da primeira, admito também que a segunda possui grande importância, pois muitas vezes o erro pior nem será a escolha de itinerário mas na zona e isso é algo a evitar. Fundamental a sinalética, instrumento por vezes ignorado, mas que fornece dados fundamentais para abordarmos o ponto de forma perfeita.

Como conclusão atribuo grande relatividade ao método de orientação perfeito, pois cada tipo de mapa possuiu características únicas que exigem tipos de orientação diferentes, adequados a essas características. Podemos admitir que existe uma adaptação das diferentes técnicas ao terreno, não fosse orientação um deporto marcado por diferentes palcos. "


By: Luís Silva




Oriestistas,
LS

Sunday, November 6, 2011

Corta-mato da Amora 2011

       




          Após os absolutos apercebi-me que iria entrar num período sem competições de Orientação (à excepção da prova de 3 de Dezembro do COAC), então decidi-me pela participação em algumas competições de atletismo, de corta-mato na sua maioria mas também espero poder fazer provas de pista até ao final de Dezembro.
          Apesar de não representar muito, apontei as minhas baterias para uma boa prestação neste corta-mato, tão conceituado no atletismo Português. Sei que este ano já subo ao escalão júnior, o que representa um aumento de competividade, mas também não espero ganhar, nem perto disso!  terei de enfrentar uma distância de 6 km num terreno duro com algumas subidas e descidas, mas não é nada que me assuste e até considero uma vantagem. Tenho sentido alguma frustração pessoal pelo facto de estar a correr tão bem e não poder demonstrar isso nas provas de orientação, por isso este desejo de juntar algumas provas de atletismo ao calendário de modo a poder realizar algumas marcas interessantes que sei que posso fazer!
          Cada vez mais me apercebo pelos treinos, tal como os meus colegas têm sentido, que ainda não nos apercebemos da margem de progressão que temos e daquilo que poderemos fazer, como costumo dizer: é impossível fazer-se orientação sem se saber ler um mapa, mas sem se correr também torna a coisa díficil! ; )



Orientistas,
LS