Monday, January 23, 2012

"Don't think on be, think you will be "

    "Break your limits and go for it, you can do it!" - Foram palavras sábias que ouvi neste 1º estágio para a seleção nacional, e que de facto me fizeram a mim, e não só, pensar no que são realmente os nossos objetivos e o que temos de fazer para obtê-los. Acreditar que podemos obter um titulo Europeu não é tão fácil como dizer essas palavras, e quando nos dispomos a isso é preciso ter em conta uma série de fatores como o facto e não competirmos sozinhos, ter um treino bem programado e que nos permita estar bem nesse momento e ainda lidarmos com um fator sorte que não podemos controlar que é as sensações no dia da prova. Aguentar uma época de 9 meses a treinar a auto construir-se para chegar aos calcanhares dos melhores, a pensar diariamente nessa prova e a sonhar com isso e a lidar com o que corre mal exige uma "cabeça dura" e uma determinação inimagináveis que nos levam a ultrapassar qualquer limite, para além da auto-confiança que é preciso para acreditar na evolução, e isto que aqui falo é o que me acomete há vários meses e não há dia que passe que me pergunte : " Será que sou capaz?", é uma pergunta á qual tenho respondido com algumas reticências, mas felizmente cada vez mais é uma resposta certa para mim e agora sei que sou capaz.
     Este fim-de-semana foi a 1ª vez que trabalhamos com o Hélder e o Norman, e se estava expectante no que iriamos fazer e no que isso iria diferir do que estávamos habituados, confesso que tive uma agradável surpresa. De facto se na 1ª reunião foi dito que estes estágios não é para aprender a fazer orientação mas para limar as arestas bicudas que ainda restam e colmatar os buracos do "edifício", isso não foi ao acaso e todo o trabalho que realizamos foi uma novidade para mim, desde todo aquele trabalho de sprint no sábado ao "pace counting" no domingo ajudaram-me a conhecer um pouco mais de mim e a confiar ainda mais no trabalho destes senhores. É importante que assim seja, e todas aquelas palavras que ouvimos nas reuniões ajudaram-me a encarar o futuro com outra perspectiva e entusiasmo, agora sei que o caminho que tenho de percorrer não é sozinho e tenho pessoas que acreditam no que posso fazer e farão tudo para me ajudar a mim e aos meus colegas onde queremos, "Go for gold" é o lema que nos impuseram e não foram palavras vãs de sonho, mas sim palavras que têm de fazer todo o sentido para todos nós e serem tão certas como um mais um serem dois. Falando um pouco dos treinos, a apontar o treino de sprint de sábado à tarde, que foi como um "workshop", de multitécnicas que usamos numa prova deste tipo, nunca tinha sido obrigado a tal esforço de concentração e reconcentração e este tipo de trabalho é extremamente importante para nos adaptarmos ao sprint, uma distância com características tão especiais.
     Foi feita neste estágio também o 1º teste na distância de 3000 metros em pista, sendo esta uma altura de carga não poderia esperar um tempo brilhante, e os 9'15 que obtive não demonstram aquilo que estou a valer realmente, no entanto fica a experiência e a 1ª referência que tenho desde há muito tempo. Quanto ao desenvolvimento da corrida a passagem ao 1º km foi feita a 2'59, muito controlado pelos 3 atletas que seguiam no grupo, o que me fez acreditar num tempo abaixo dos 9'00, mas quando no 2º km já só seguíamos 2 no grupo e a passagem foi feita a 3'03, soube ai que não era dia para uma boa marca e o deixei-me ficar no último km...no entanto olho com motivação para o tempo e as condições em que foi feito, uma série de 3000 a este ritmo e a sermos obrigados a puxar o ritmo por nós próprios é algo que nos devemos orgulhar e agora estou certo que no na próxima vez um tempo de 8'50 ou menos será possível.

Wednesday, January 18, 2012

1º estágio da seleção - primeiro passo em direção ao futuro!

     Quando falei da organização de Arronches, não referi propositadamente que ai também se realizou uma reunião entre o grupo de seleção e a direção da Fpo, porque queria deixar esse tema para um post à parte de modo a poder transmitir a minha reflexão sobre o que se passou nessa reunião. No seguimento das polêmicas que se instalaram por causa de algumas publicações me blogues (uma das quais foi da minha autoria) relativamente ao facto de ainda não serem conhecidos o plano para as seleções, o sr. presidente quis marcar esta reunião de modo a poder estabelecer um contacto mais próximo com os potenciais candidatos a integrar as seleções nacionais nos campeonatos internacionais, apesar de ter apanhado a reunião num estado já avançado (porque ainda estava a cumprir as obrigações para com a organização quando a reunião começou) ainda consegui apanhar parte do aviso que o presidente dirigiu a todos nós, e ainda a repreensão feita a quem escreveu inadvertidamente sobre o que não devia. Concluindo, deveria ter-me manifestado quando foi referido o assunto dos bloggers? Eu penso que não, e não me arrependo de ter permanecido em silêncio, uma das coisas que tenho aprendido ao longo destes anos é que os bastidores é uma posição que permite muito espaço de manobra e permanecendo aí evita-se uma série de confusões chatas...mas isso não quer dizer de modo algum que não faça as minhas análises  reconheço que certas revelações só criam problemas, tal como o Norman disse, a nossa função é ser atletas e entrar na politica é um mau caminho! Enfim, uma reunião onde muito se falou e pouco se aprendeu, mas no entanto louvo a atitude da federação em criar este tipo de reuniões, porque a comunicação com os atletas é extremamente importante e assim evitam-se muitos mal entendidos!
    Virando-me agora para o assunto que me levou a escrever...é com grande ânimo e significado que digo que o futuro começa no próximo fim de semana! Porque vai começar ali o trabalho que nos levará aos objetivos que todos queremos cumprir tão arduamente e num olhar mais atento ao programa podemos ver que o estágio se destina mais a uma apresentação de cada atleta que está no grupo em relação às suas ambições e objetivos, e ainda à definição de alguns aspectos importantes que certamente os novos técnicos (Norman Jones e Hélder Ferreira) querem que nós saibamos acerca do que é estar no grupo de seleção e o significado que isso acarreta. Pessoalmente já tive a oportunidade de trocar algumas ideias com o Norman, ideias que me cativaram muito e só me motivam a trabalhar ainda mais e a revelar sem receios que ainda tenho muito a aprender! Será certamente uma nova era, e espero que isso signifique algo positivo, porque se 2012 não me tem dado muitas felicidades na minha vida pessoal, na minha vida desportiva não me poderei queixar, porque as coisas têm corrido extremamente bem e a evolução que tenho tido dá-me ânimo para enfrentar as competições com uma atitude de confiança e certeza que não poderei falhar e isso é o que me faltou o ano passado!
    Por fim, este fim de semana também se realiza uma prova de 3000 metros de observação, e apesar de saber que poderia valer um tempo na casa dos 8'50, sei que dificilmente vou a esse objectivo tendo em conta a tareira que tenho levado nestas últimas semanas, no entanto irei apostar para um tempo entre 9'05 e 9'10 que para começar será certamente bom...não vale a pena pensar muito nisso, porque não vai influenciar de modo determinante o que virá, e de uma coisa estou certo, com os treinos que tenho feito muito dificilmente vou ficar longe daquilo que tracei e mais não digo. :P




Orientistas,
LS

Monday, January 16, 2012

Meeting de Arronches - uma experiência organizativa.

   Este fim de semana estive em mais uma prova de orientação, mas ao contrário do habitual onde me vejo na condição de atleta, desta vez estive entre os organizadores. Organizar uma prova é sempre uma trabalho árduo e stressante que requer muita organização e muita boa vontade, em que os organizadores se expõem a tudo e mais alguma coisa para conseguirem agradar os participantes...confesso que ao fazer a prova nunca me tinha apercebido ao certo do quão difícil é organizar e apesar de já ter estado em algumas organizações só há bem pouco tempo comecei a sentir a responsabilidade nos meus ombros e este fim de semana foi bem exemplificativo disso mesmo. A minha função inicial seria colocador de pontos, uma das tarefas que mais se destacam numa organização, de facto sem pontos não há prova e isso ninguém pode negar e um ponto mal marcado pode ser a ruína de uma organização, por isso daí a nossa grande preocupação de ter os pontos no terreno bem marcados e a horas, mas como não há uma pessoa para cada função, por vezes temos de realizar trabalhos que não seriam da nossa conta e como tal para além de ter montado pontos, ajudei a montar as chegadas e ainda tive a fazer de speaker, numa dupla incrível com o Miguel e a ajuda, no que toca às informações que nos chegavam ao computador, do Ricardo! Acreditem que isto é um trabalho muito complicado mesmo, principalmente quando temos de falar rápido e em duas línguas diferentes: português e inglês, mas acho que nem estivemos assim tão mal! :P
   Apesar de ter enfrentado condições difíceis como o frio e a chuva, dormir pouco e não comer muito não posso dizer que estou triste, porque sinto que a minha missão foi cumprida e fiz tudo ao meu alcance para que a prova corresse da melhor forma e fosse do agrado de todos, principalmente tendo em conta que estavam presentes alguns dos melhores atletas do mundo! Foi em suma um fim de semana complicado e duro, mas de onde tirei mais alguma experiência organizativa que certamente será útil em eventos futuros que organizaremos como o Portugal O'meeting 2013.
 

Monday, January 9, 2012

Um exemplo a seguir :D

   Um dos principais desafios que a orientação nacional enfrenta é o recrutamento de atletas nas camadas mais jovens, isto é nos escalões de infantis e iniciados, pois daí é que surgem os futuros campeões...no entanto será que a culpa é dos miúdos que acham orientação um desporto pouco interessante ou da federação que não procura nos locais certos?
   Apesar de apoiar a 1ª afirmação e ver com algum desagrado que o futebol domina a mente de muitas crianças por causa da propaganda feita em quase todos os meios de comunicação influenciar a isso, não deixo de reconhecer que a federação não apoia e não motiva quem se esforça nessa função tão importante de recrutamento. Felizmente não afirmo isto levianamente e tenho um dos melhores (senão o melhor) exemplo que existe. Se entrei na orientação e cheguei a algum lado foi porque um tal professor, que desde cedo conheci pelo seu carácter ativo, me levou a experimentar e me ensinou as bases da modalidade...e tal como eu muitos outros atletas que treinam comigo e hoje dominam os diversos escalões nacionais, mas rapidamente surge uma pergunta: Porque raio na zona com menos probabilidade para a modalidade se desenvolver, aparece um núcleo tão coeso e que está sempre a crescer? Pois a resposta é fácil, tudo graças ao trabalho incansável do professor Daniel Pó em conjuntos com outros professores da Escola de Palmela que foram responsáveis, e ainda o são, por dar a conhecer a modalidade a tantos jovens.
   Já imaginaram a responsabilidade de alguém que treina um grupo de atletas que já se encontram perto da alta competição? ou ainda ser responsável por ensinar e recrutar jovens? ou de ter o trabalho de um professor e ter filhos pequenos e uma família para cuidar?  Pois imaginem alguém que tem isto tudo ao mesmo tempo e assim passam a conhecer o professor Daniel...e hoje em dia ele gere um grupo de cerca de 20 miúdos que se iniciaram no desporto escolar e alguns deles já têm vontade de praticar mais regularmente...isto tudo sem qualquer ajuda. Eu olho para isto e pergunto-me o que motiva alguém a fazer o que este professor faz e depois apercebo-me da injustiça que a nossa escola é vitima por parte da federação, que devia apoiar mais ativamente estes exemplos...é de certo um caso para pensar.
   Mas felizmente nem tudo é mau, e graças a uma parceria com a ADFA, é dada a possibilidade de àqueles que quiserem tornar orientação parte das suas vidas de ingressarem num clube e poderem participar nas competições nacionais. O esforço é astronômico e dispendioso, pois este clube apesar de ser de Évora sempre se comprometeu (e cumpriu) a dar transporte gratuito e seguro a todos nós e só por isso temos de estar gratos e fazer todos os possíveis para honrar o nome do nosso clube.       Apesar de ser o caso mais flagrante e o que conheço mais intimamente  estou certo que há outros professores pelo pais que já tomaram a mesma iniciativa e fazem tudo por tudo para que a orientação possa criar raízes nas escola para atrair participantes para a modalidade e a federação que devia ser o grande apoiante e dar grande atenção a este assunto não faz muito por isso, pode ser que um dia venha a precisar do trabalho destes professores e eles já não estejam disponíveis...no entanto isto é apenas a minha visão.


ps: Apesar de escrever estas criticas à federação, sei de antemão várias situações em que o apoio da federação foi crucial, só acho que mais deveria ser feito!






Orientistas,
LS

Saturday, January 7, 2012

Orientação...uma vida :)

  Como já tinha escrito anteriormente hoje foi dia de mais uma grande jornada de orientação por terras de Arraiolos, com uma prova de estafeta pela manhã, seguida de uma prova de distância média na parte da tarde, ambas as etapas realizadas no já conhecido mapa do Barrocal. Este título não é por acaso e hoje foi um dia muito especial, não pela prova em si, mas porque me apercebi do que significa realmente a orientação na minha vida...depois de uma semana extremamente difícil de dias complicados e noites mal dormidas, estar de novo com um mapa na mão e em contacto com a natureza foi um alivio extremo e ajudou-me imenso a tirar o peso de cima. Orientação é já para mim um modo de vida e poder praticar este desporto é extremamente gratificante principalmente nas alturas mais complicadas, poder estar, nem que seja por um pouco concentrado no desafio que o mapa nos traz e poder vazar a cabeça é uma sensação de liberdade inigualável que espero poder sentir por muitos anos :)
   Mas falando das provas de hoje, foram dois treinos dos quais tirei grande proveito pela qualidade com que os realizei, nunca havia tido uma altura assim e a força com que estou no momento deixa-me extremamente feliz. De manhã na estafeta, eu o Miguel e o Filipe enfrentamos o desafio de competir contra equipas mais experientes e de facto no 1º percurso o Filipe não esteve mal, mas podia estar bem melhor tal como o Miguel, que está algo fatigado pelo treino intenso das últimas semanas...no entanto ambos fizeram o que puderam e entregaram-me o testemunho a cerca de 6 minutos dos 1ºs atletas, ou seja avizinhava-se uma missão muito dificil para mim. Mas nem isso foi razão para baixar os braços e consegui impor um grande ritmo desde o inicio fazendo alguns erros nunca superiores a 30 segundos, mas tentando tudo por tudo para apanhar os atletas que seguiam na frente (Manuel Horta e Alexandre Alvarez) no ponto de espectadores foi-me informado que ia cerca de 2 min de ambos, facto que me motivou extremamente e quase no fim lá consegui apanhar o Alexandre...permanecendo com o ele até ao sprint final onde fui batido (com grande mérito dele e fraca garra minha! xD) levando a minha equipa para um bom 3º lugar. Concluindo, não foi uma estafeta perfeita mas todos nós estamos contentes porque de algum modo conseguimos testar-nos e treinar a nossa ordem de partida, que será a que queremos manter no Eyoc, o que torna estes treinos fundamentais pois os elementos da equipa precisam de conhecer bem a sua função para estarem preparados para o momento (sim porque cada percurso da estafeta tem características muito diferentes). Já na parte da tarde, na prova distância média já não estava tão bem como gostaria e paguei um pouco o esforço da manhã...mas mesmo assim a prova que fiz foi boa e só tenho de estar contente por isso porque mais não podia pedir do meu corpo, há limites e eu não sou o super-homem!
   Enfim melhor não podia ter sido, duas grandes provas, competição aguerrida é o estimulante ideal para todos evoluirmos e nos tornarmos melhores atletas! Cada vez o seniores são mais fortes e isso é um facto que me traz muito contentamento pois agora mais do que nunca preciso de levar umas tareias para poder evoluir...De resto é continuar a treinar e esperar que as coisas corram bem, sem lesões, doenças ou outros males! Ah e daqui a duas semanas no estágio da seleção vou realizar a minha 1ª prova de 3000 da época, onde espero um tempo abaixo de 9'00 pois o mega vai estar lá e vai ser certamente uma corrida "burnout"! :P




Orientistas,
LS

Tuesday, January 3, 2012

O ano é novo, mas a rotina continua sempre a mesma: dura!

    2012 já se instalou há 3 dias e com o termino das épocas festivas é altura de voltar à rotina escolar e desportiva que acabo por encarar com bons olhos, apesar de apreciar as férias admito que são sempre uma altura de desleixo em todos os aspectos: com a alimentação, para além de sofrer do síndrome da inatividade e os dias parecerem infindavelmente secantes. Por isso encaro o regresso das aulas com bons olhos e motivado para voltar às minhas rotinas habituais. Sei que isso significa horas de estudo, testes e mais treinos duros, mas para mim a minha vida só tem algum significado se puder "produzir" alguma coisa e fazer-me crescer por isso tudo isto só é positivo!
    É com algum agrado que vejo que este ano me traz algumas novidades como o plano das seleções que era tão aguardado por todo nós!, não sei se acabou por ter alguma influência aquela polêmica toda acerca do que eu e outros jovens atletas publicamos, mas o que é certo é que está publicado e apesar de não ser tudo o que gostaríamos de ter é muito mais do que aquilo que imagina e por isso só tenho de estar grato e honrar aquilo que a federação está a tentar fazer por mim, como disse há uns dias: "prefiro saber que tenho pouco, mas tenho alguma coisa do que não saber nada" e por isso dou os meus parabéns à direção por se ter esforçado tanto. Quanto ás particularidades do plano, na altura devida comentarei mais sobre o assunto, mas à primeira vista pareceu-me tudo bem...talvez o JWOC tenha ficado um pouco esquecido, mas também atendendo às dificuldades financeiras que se vivem, melhor era difícil, mas pessoalmente prefiro alhear-me a assuntos financeiros e administrativos por isso não vou questionar mais este plano e aceitá-lo tal como está e continuar a treinar para o objectivo que se aproxima cada vez mais, 6 meses separam-me de Bugeaut :D
   Relativamente a um futuro mais próximo, também ele já está preenchido e este mês é o último em que posso treinar duro antes do Portugal O'meeting, a minha 1ª fase competitiva do ano e onde vou ter o meu grande teste para avaliar a minha forma no momento e aproveitar a presença dos melhores atletas juniores da Europa para me bater com eles! Para já treinar é que conta, e no próximo fim de semana vou ter um jornada de orientação muito boa (assim a espero) em Arraiolos com a 1ª prova do troféu OriAlentejo  e uma etapa do recém criado circuito nacional de estafetas, onde vou ter a oportunidade de testar a equipa que nós pensamos para o Eyoc e ver como reagimos à pressão da partida e afinar todos esses aspectos essenciais para que no momento ninguém quer que falhe! Por isso estamos no escalão sênior onde esperamos que a concorrência seja bem melhor que nós e com isso simular mais ou menos o que é uma estafeta de um campeonato internacional.
   Enfim o ano não podia começar melhor, vamos ver se nenhum se tudo continua assim!




Orientistas,
LS

Monday, January 2, 2012

Garmin: Usar ou não usar?

   Há cerca de 2 anos ouvi falar desta tecnologia como um segredo que seria capaz de levar qualquer um a ser campeão do mundo...talvez não por estas palavras, mas tenho a certeza que não diferiram muito disto. Certo é que houve uma febre e de repente todos tiveram de comprar um garmin para se carimbar com o estatuto de um atleta de orientação, mas afinal no que consiste esta tecnologia?
   O uso deste instrumento não teria qualquer utilidade na Orientação se não fosse um atleta sueco, Mats Troeng (corrijam-me se estiver enganado) que teve a brilhante ideia de criar um programa, que pudesse servir como adaptador à trilha que o gps registava e a pudesse exprimir num mapa de orientação, e sim falo do quickroute. Não estou certo de ter usado os termos mais técnicos, mas acho que arrisco a dizer que foi esta a sua intenção.  Confesso que é engraçado poder após uma prova observar os locais onde passamos e as variações de ritmo que temos, e eu próprio já tive essa sensação..mas até que ponto é que podemos tornar isso útil? é uma questão cuja resposta não pode ser unânime, já pude observar em primeira mão a análise que atletas finlandeses fazer após uma prova e acreditem que foi a mais minuciosa que já alguma vez tive a oportunidade de ver... que seria de certeza muito mais facilitada se tivessem um computador com a trilha ao lado, mas será que o truque está em ter um garmin  ou em primeiro aprender como se faz uma análise?
   Penso que é aí que reside o verdadeiro cerne da questão, o grande problema é que toda a gente quis ter um garmin sem saber sequer como se analisa uma prova à mão e quanto a mim..continuo a defender que o garmin tem utilidade na orientação, mas pessoalmente é uma fonte de distração e algo que só nos faz desviar o pensamento do terreno...eu utilizo o garmin, mas apenas para treinar e ao ver os meus treinos posso dizer que aprendi muito sobre mim e assim espero continuar a aprender, mas relativamente à orientação? continuo a dizer o que sempre disse: devemos aprender com os erros que cometemos, mas depois disso é esquecê-los e seguir em frente, não errar faz parte de um clique mental que acontece quando encaixamos alguns princípios e assim deve ser, e infelizmente isso só pode ser obtido por quem tenha disposição para isso e ultrapasse a situação concreta de uma prova para passar ao geral de todas as provas! Mas isto é apenas a minha posição...mas de uma coisa estou certo, assim quero manter-me!



Orientistas,
LS