Saturday, March 31, 2012

França - Um dilema.

  Aqui há uns tempos escrevi acerca da minha impossibilidade de ir a frança por ter de pagar um valor que estava fora do alcance econômico dos meus pais. Posso ter escrito de maneira brusca e ter dito as coisas um pouco sem pensar, mas quando esperava já há um bom tempo poder ir esta noticia caiu como um banho de água gelada e a minha tristeza e frustração levaram-me a descarregar aqui a minha indignação pelo preço ser algo que não estava nada à espera e ainda não me cabe na cabeça a razão de ser tão elevado! Recebi um comentário de uma tal Margarida que afirmava que se tinha possibilidades de usar equipamentos de orientação relativamente caros, também teria de ter dinheiro para cobrir esta viagem. A minha resposta a esta senhora já foi dada, e para a próxima se me quiser dizer alguma coisa eu estou disponível para a ouvir, só não prometo uma reação muito favorável a intrometidos.
   No entanto o Jacinto alertado para esta situação a partir do Hélder e do Norman, dispôs-se a contribuir com uma parte do valor para que eu e os meus colegas de clube tenhamos a possibilidade de ir. Mais uma vez o clube chega-se à frente e eu sinto-me mal e comprometido por estar a exigir mundos e fundos ao clube outra vez...é injusto e ainda por cima quando a ADFA nada recebe pelos nossos resultados internacionais, apesar de ter hesitado em aceitar, acabei por ceder mas prometi a mim mesmo que iria fazer tudo ao meu alcance para poder honrar e dignificar o nome do clube e aqui publicamente agradeço todo o apoio e tudo o que têm feito por mim, foi o meu 1º clube e será certamente o meu clube por muitos e muitos anos.
   Quanto à seleção, lamento e apesar de achar que os técnicos fazem um trabalho fantástico conosco e os estágios têm sido conduzidos da melhor maneira na direção de sermos um grupo coeso e unido, não consigo ficar indiferente à situação que a orientação atravessa. Alguns "profetas da destruição" deixam-nos as suas opiniões no fórum e não posso deixar de reconhecer uma certa razão ao que lá é dito, mas se há algo que não nos podemos queixar é que até agora temos tudo o que precisamos e a modalidade vai sobrevivendo a esta crise que afeta tudo e todos. Mas a dúvida permanece sempre e pergunto-me o que será da orientação no futuro, será que o trabalho que a direção tem feito será suficiente para conseguir manter este "barco" a navegar? Eu quero acreditar que sim, porque este desporto ocupa uma parte fundamental da minha vida e quero poder no futuro vir a dar resultados em nome deste país, e que comigo hajam muitos mais a obter resultados!
   Bem o que interessa é que vai ser um semana em França e espero que seja proveitosa para a nossa preparação relativamente ao Eyoc 2012. Vou procurar desfrutar e sobretudo procurar ficar a sentir-me como em casa naqueles terrenos, será um fator psicológico decisivo para minha confiança se redobrar e chegar a Junho com certezas para aquilo que vou. Até para a semana!



Orientistas,
LS

Thursday, March 29, 2012

Saber lidar com as "vertigens"

  Costuma-se dizer que quanto mais alta é a subida maior será a queda, e de fato é fácil quando se é jovem afirmar que um dia quero ser o melhor atleta do mundo, o problema é que nos iludimos pela facilidade em chegar ao sopé do monte e nos esquecemos que à medida que subimos os trilhos são mais sinuosos e escorregadios, para além das vertigens causadas pela altura em que se está. Mas o que torna estes trilhos tão sinuosos e escorregadios e a altura tão assustadora?
   Como já referi por diversas vezes a coisa mais fácil do mundo é no início da época traçarmos que neste ano iremos obter um ou um conjunto de resultados, no entanto à medida que nos aproximamos do momento da prova ideias aterradoras começam acometer-nos e a possibilidade de algo correr mal toma formas reais. E esta tendência tende a acentuar-se de ano para ano pois o objectivo, por uma questão de evolução, tende a ser maior, ora lidar com estas "vertigens" é o verdadeiro segredo de continuar a escalar até ao topo, conseguir olhar apenas para cima e esquecer o que está em baixo (no fundo as coisas que podem correr mal) é essencial para nos manter focados na meta. Sei que falar é fácil, mas por isso é que a minha táctica é fugir e ignorar o medo...não vale a pena criar problemas onde estes não existem e o medo só aparece se a nossa imaginação lhe der forma, há quem prefira domá-lo ou mesmo se sinta bem em conviver com este, às vezes pergunto-me se não seria melhor assim, mas o que é certo é que até agora tenho tido o meu sucesso.
    Ultrapassadas as vertigens surge o problema de o trilho ser "sinuoso e escorregadio", e o que é isto? Podia recuar aos primórdios da raça humana e não só e falar de um aspecto que sempre esteve inerente à nossa condição, a competição. Não vale a pena ninguém afirmar que não é competitivo, porque vamos sempre olhar para o que o outro tem e cobiçar isso e mais importante que tudo querer obtê-lo, ora no desporto esta rivalidade é ainda mais acentuada e um atleta com mais capacidade é um alvo a abater, e isto é ainda mais fácil para os atletas que ninguém espera nada pois muitas pessoas funcionam bem a "remar contra a maré" e ganham o dobro das forças a fazê-lo. Se lidar com o primeiro obstáculo era complicado, lidar com este é aterrador...quando se chega a um certo ponto nem os olhos se pode abrir com tanta "miras laser" apontadas a nós, e quando ignoramos esse facto e achamos que nunca nos poderão atingir é meio caminho andado para começarmos a sucumbir. Este é um problema que ninguém é imune, e para mim a solução é simples: encontrar sapatos que tenham cavilhas ainda maiores  para nos podermos agarrar com mais força ainda ao nosso caminho, e o que significa isto? A prova não é só entre os melhores atletas, é entre todos e o vencedor é o que ganha a todos os atletas, para clarificar o melhor é verter o feitiço contra o feiticeiro e lutar com as mesmas armas. Se o objectivo de outros atletas é chegar a ti, o teu objectivo é fugir ainda mais e distanciá-los o que se puder, no fundo tem que se aprender a viver com isso e em Junho não são 10 ou 15 atletas a lutar pelos titulo, são todos os que tiverem inscritos. Observem como o melhor atleta do mundo consegue lidar com uma armada de outra atletas com capacidades espectaculares a ambicionar-lhe o lugar, é impressionante como já senti o mesmo!:

Orientovar: Tive a oportunidade de falar com o Olav Lundanes, Daniel Hubmann ou Anders Nordberg e bater Thierry Geourgiou parece ser, em si mesmo, um objectivo. Como consegue gerir esta enorme pressão nos momentos mais importantes e de maior intensidade? É gelo aquilo que lhe corre nas veias?


Thierry Geourgiou: Não, não é gelo. Diria que nos habituamos a esta pressão, visto que toda a gente que me vê no início de uma prova espera que eu ganhe. Aprendi a conviver com este tipos de pressões e as coisas são como de há dez anos a esta parte. À partida de uma competição sinto-me sempre descontraído porque a Orientação é, realmente, aquilo que eu gosto de fazer. E depois na floresta quando emprego a fundo, divirto-me imenso. Não preciso de me concentrar nos outros, basta concentrar-me no prazer que a prática da Orientação me proporciona, naquilo que faço no momento, numa bela floresta, com um belo percurso para desfrutar. 





Orientistas,
LS

Sunday, March 25, 2012

Campeonato Ibérico - 1ª etapa

   Finalmente estou de férias! É bom ao fim de 3 meses e meio poder dizer isto, depois de um período cheio é tempo de fazer uma pausa e descansar a cabeça dos assuntos escolares. E para começar bem as férias nada melhor que uma prova de orientação (ou um corta-mato?) em Espanha, mais precisamente em Córdoba. Já havia estado nessa terra há sensivelmente 1 ano e meio, e sabia de antemão que o terreno seria algo parecido com o nosso montado alentejano, com detalhes rochosos sem relevo muito acentuado...ou assim pensava eu! A realidade mostrou-se muito mais dura e crua do que imaginava, e se tecnicamente os terrenos não ofereciam nada, fisicamente a história era diferente!
   Com o calor a voltar em força, sabia que não ia ser pera doce aguentar uma distância média de 6,1 km a toda a velocidade...mas isso também não se revelou um impedimento para começar rápido e forte (como sempre o problema manifesta-se por volta do 3º km onde começo a entrar num regime anaeróbio) com o  velocímetro a bater no 4'00 min por km. Com um triângulo totalmente deslocado, o que convidava os atletas a cortarem a meio caminho do mesmo, comecei a bela da minha prova e os 1ºs 8 pontos revelaram-se canja o que me levou a perder um pouco o interesse...cheguei ao 9º controlo e baixei as meias pois já estava a entrar em sobreaquecimento e logo a seguir...tumbas! 3 min e 30 segundos perdidos inutilmente no ponto 10, mas claro que o erro nunca é do atleta! é sempre do cartógrafo e se não tivesse sido tão obtuso poderia ter perdido apenas 1 minutinho o que me ensina mais uma lição sobre arrogância. De resto, a prova decorreu sem maiores incidentes (senão estiver a contar com o facto de ter chegado ao fim de rastos) e acabei por concluir o meu percurso de 6,1 km em 33 minutos, sensivelmente a 30 segundos do grande Eduardo Gil ex aqueo com Luís Sanchez, para gáudio de ambos infligiram uma derrota estrondosa ao seu maior rival e congratulo-los por tal!
    Sprint...mau não foi e até achei engraçado o sprint feito assim, já duro? foi e muito! acabei por me desconcentrar e perder 40 segundos num ponto e sensivelmente 15 segundo noutro (quase me valia o mp) e perdi novamente para o Gil por mais ou menos 30 segundos, Not bad!
    Último dia chegou, e com ele a derradeira distância longa. Se as duas provas antes já haviam sido duras, esta então foi horrível! Não tecnicamente, pois nessa parte este terreno não permitia muito, mas fisicamente foi capaz de matar qualquer atleta e eu não fui imune a isso. Tinha 10 km de prova pela frente, impus um ritmo tranquilo esperando chegar ao fim sem grandes erros e sem me massacrar muito...objetivo concluído na parte que toca os erros, mas fisicamente pequei muito e não foi surpresa nenhuma ter sido "encavado" por 3 minutos pelos melhores atletas  (Manuel Jurado e novamente Eduardo Gil).
    Conclusão deste fim-de-semana: Mapas maus, fisicamente duros, percursos bons e de resto estou-me pouco importando para a minha performance, agora é altura de treinar e não de ganhar provas. Dias melhores virão e amanha também é dia de treino...





Orientistas,
LS






Monday, March 19, 2012

Uma questão de imagem...

   Estou certo que a maioria dos leitores deste espaço me conhecem por ser um parvo que sabe pegar num mapa e orientar-se no meio da floresta e às vezes até consegue alguns frutos disso. Ás vezes até a mim me parece que nem chego a tirar o equipamento (mangas de cava para mostrar o cabedal e a calça branca malvada) com que apareço usualmente nas provas...a maioria deve pensar que durmo com um mapa debaixo da almofada, sou viciado em catching features e basei-o a minha dieta alimentar em mapas. Mas será que assim é? pois vou apresentar a minha auto-biografia (já que ninguém me pede LOL) e dar um "cheirinho" do que sou.
   Desde cedo sempre gostei de desporto, adorava correr com os meus cães pelos campos (porque até tenho oportunidade para tal). Na primária sempre fui meio selvagem, e nem era mau aluno de todo apesar de ser o pesadelo de qualquer professor por ser tão desorganizado em tudo! Ah era ainda importante o fato que não havia dia que não arranjasse uma luta, de tão selvagem que era este rapaz.
   Os anos foram passando e não encontrava nada em que me destacasse, apesar de já ver os meus irmão a praticarem este desporto, só tinha curiosidade mas muito pouco interesse de algum dia experimentar esta "parvoíce" e na escola preparatória foram dos piores anos que passei porque não sabia como me integrar em grupo algum...por isso não admira o alivio que foi passar para a escola secundária, e ai finalmente poder começar a praticar orientação, no entanto muito esporadicamente! Na escola apesar de ter alguma cabecinha para o conhecimento, não dava aso a essa parte e preferia ser desorganizado e mau aluno porque sinceramente tudo era tão secante e fácil (vá estou a ser irônico) e assim continuei nos anos vindadouros o meu percurso de vida, agora já com a orientação incluída. Sempre fui uma pessoa de personalidade forte e era difícil alguém poder dar-se bem comigo (e ainda hoje é, apesar de já consegui atenuar essa tendência por refletir um pouco mais sobre os meus atos) no entanto fui encontrado os meus amigos, alguns dos quais ainda tenho hoje e de ano para ano mais me agarrava a este desporto como um modo de conseguir construir a "minha fortaleza". Ainda hoje não consigo contar e falar de todos os erros que cometi, atitudes que não devia ter (e peço desculpa a algumas pessoas a quem chamava amigo) no entanto ia prosseguindo este trilho sinuoso e acidentado esperando chegar a algum lado, ouvia histórias dos astros da orientação nacional da época e de certo modo queria ser como eles e chegar onde eles chegaram mas parecia aos olhos de muita gente que o jeito era algo que me faltava e gosto por este desporto era muito fraco, aliás até pareceu que qualquer um poderia ter ficado em 2º lugar em 2008! Parecia que os laços que me agarravam a isto eram fracos, e mesmo o meu treinador não gostava do modo como eu tratava as coisas e as pessoas e às vezes nem parecia merecer os resultados que alcançava...mas queria mais e queria ir mais longe, e de fato nada me impedia! Comecei a treinar regularmente e a querer ter resultados nas provas, passo a passo, luta a luta fui chegando a onde queria e a minha vida evoluía à volta de tudo isto. Na escola continuava a ser visto como um extraterrestre porque ninguém sabia o que isto era e para ajudar a isso a minha personalidade continuava em evidência pela negativa no seio da minha turma.
   Hoje sei quem sou, e o meu futuro vejo-o em Física tecnológica, contra todas as expetativas assento e começo a estabelecer as minhas bases, hoje tudo o que passei faz sentido e até me orgulho de tal pois não me teria tornado em quem sou. Adoro o desporto que faço e procuro dedicar o que posso a isto, e às vezes gosto de olhar para o passado e ver como as coisas se desenvolveram, sempre fui dividido entre o gosto de correr e o gosto por isto (o professor parecia achar que não tinha qualquer capacidade de corredor) e parecia que mais cedo ou mais tarde isso ia minar o meu futuro neste desporto, no entanto olho e vejo que aqueles que foram mais acarinhados pelas suas qualidades desistiram ou não vingaram o seu valor e eu mantinha-me e olhava para esses casos. Para o ano ingresso na universidade, e não é por isso que irei deixar de dedicar o que quer que seja a isto porque eu faço-o por mim e não pelos outros e um dia sei que vou ser dos melhores atletas mundiais e sei que vou conseguir tudo o que projetei porque acima de tudo tenho determinação para aceitar novos desafios.
    Aqui fica um pequeno excerto da minha vida, para quem me conhecia conhecer melhor e para quem não conhece mas ainda assim pensa que pode falar sobre mim como se me conhecesse à largos anos poder criar uma ideia diferente. Eu acima de tudo gosto e orgulho-me de ser uma pessoa simples, todas as medalhas que obtenho guardo-as pelo esforço que deitei nelas e não porque me sinto contente por ter títulos.. antes de ganhar provas já eu era quem era e isso nunca mudará ganhe o que ganhar (ou use os equipamentos que usar xD).


                                                                                  (...)

   Estas reticências mostram que esta história ainda não acabou, aliás mal começou e ainda agora abri os braços para o futuro. Não sei o que vou ser nem tento perder tempo a adivinhar, a única coisa que quero é ser a melhor pessoa que conseguir em tudo e isso para mim é o verdadeiro significado da vida, pois quando acordo todas as manhãs e me deparo com a realidade pergunto-me se alguma coisa tem sentido...rapidamente a resposta me chega através das coisas em que tenho sucesso, e para mim o sucesso da vida está em conseguirmos concretizar aquilo que gostamos.




Orientistas,
LS

Estágio pré-Eyoc? uma miragem...

   Já desde o inicio do ano que tinha planeado estas férias da páscoa ir a França com a seleção participar num estágio nos terrenos onde se irá realizar os campeonatos da Europa de 2012. Nem é preciso referir ou falar sobre a importância deste 1º contacto pré competição pois e estou certo que qualquer orientista que tenha objetivos e que queira cumpri-los tem esta necessidade...no entanto não vou dispender 220 euros porque é caro e fim da conversa. Adorava visitar França!





Orientistas,
LS

Sunday, March 18, 2012

3 meses para dar no duro...

    É incrível como o tempo passa por nós e parece que foi ontem que estava a iniciar a época e a traçar novas metas para este ano...no entanto aproximamo-nos a passos largos para o fim de Março e com isso também o fim do 2º período escolar, é uma altura em que percorro a recta final de uma fase da minha vida e a entrar noutra. É preciso definir objetivos e metas para o futuro e aceitar a mudança de braços abertos e não ficar preso ao passado, bons eram os anos em que frequentava o 7º e 8º ano e não tinha de me preocupar com nada, agora estou prestes a ingressar na universidade e a fazer a decisão que me irá definir no futuro e é com agrado que enfrento isso. Inerente não deixa de vir também as mudanças a nível desportivo, este ano é igualmente o meu último ano de Eyoc e daqui para a frente será a doer , isto se quiser chegar ao topo mundial..várias são as questões que me coloco sobre a possibilidade de concretizar o que projetei mas algo mudou e agora eu sei que consigo, porque eu acredito em mim.
    Resumindo o que foi este período após o Portugal O'meeting, começo por falar da pausa de 2 semanas após essas competições para regenerar o corpo e preparar para chegar na melhor forma de sempre em Junho. Não parei totalmente, mas quando soube que voltaria a treinar quando fosse o estágio de seleção a ideia não me agradou totalmente pois iria levar com demasiada carga no inicio, só que nem acabou por ser demasiado mau voltar àqueles terrenos e poder dispender horas e horas naquelas florestas para perder o receio de navegarmos em terrenos tão complicados. Este estágio marcou o regresso, e a semana passada comecei a treinar de novo e em força e sinto uma vontade renovada de cumprir tudo, são cerca de 90 treinos em que vou ter que valer cada km e dar de mim porque os meus adversários não irão baixar os braços e abrir mão dos seus resultados.
    Para terminar referência à prova de 1000 m que participei no sábado, é uma prova estranha para um orientista fazer mas admito mas não é por isso que deixa de ser a minha prova favorita e onde me sinto melhor. Por ano realizo cerca de 2 provas destas por esta altura, e já tinha sido 9º classificado no mega km o ano passado..por isso esta foi a 1ª das 2, e usei como teste para testar algo que nunca tive oportunidade antes: até onde consigo aguentar se partir a rasgar? e assim foi, com a passagem de 28 segundos aos 200 metros a prova estava lançada e para os espetadores mais parecia uma prova de velocidade, aos 400 metros o ritmo pouco afrouxou e 57 segundos  foi o que o cronômetro marcou. Aos 600 já dava sinais de fatiga e com 1'29 ainda seguia abaixo do ritmo para 2'30, consegui aos 800 passar ainda com 2'01 e os últimos 200 metros foram feito no maior sofrimento para acabar com um tempo na casa dos 2'36/2'37, ou seja um novo recorde pessoal e uma das melhores marcas nacionais feitas num dia com vento e com uma tática de corrida deplorável, na próxima semana é para chegar aos 2'30 e acredito que isso seja possível (embora tenha de correr sozinho). Sem treino especifico, a meter km's sou capaz de correr quase o mesmo que os melhores da minha idade, o atletismo nunca será o meu forte porque não consigo correr sobre grandes táticas e o meu espirito será sempre o de correr o que conseguir quer perca quer ganha e se não ganhei a corrida e servi de lebre pouco me importa..ainda merece referência o facto de o meu colega de treino João Parreira ter feito 2'42 com pouco mais de 2 meses de treino, impressionante...mais longe chegaremos e assim espero.



Orientistas,
LS

Monday, March 12, 2012

Mundiais de pista coberta 2012 - Istambul

   Como nunca gosto de ficar indiferente ao que se passa na "na modalidade irmã" da orientação, venho aqui escrever acerca do que pude ver e compreender destes campeonatos do mundo. Visto que é ano de jogos olímpicos muitos dos melhores atletas do mundo nem participam nesta competição para se poderem preparar da melhor forma para a competição rainha do atletismo, mas no entanto ainda pudemos observar a alguns despiques interessantes nas diversas provas de meio-fundo.
   A verdade é que me acabei por desiludir um pouco com os resultados, pois esperava vitórias de alguns atletas e a realidade demonstrou ser bem diferente. Nos 800 metros, nesta época de inverno a grande referência seria o atleta polaco Adam Kzczot que havia feito a marca de 1'44'57 em pista coberta...um tempo que colocou este corredor de 22 anos entre os melhores de sempre, e o mesmo já tinha sido 6º no mundial em Daegu. No entanto quem levou a melhor foi a jovem sensação de apenas 18 anos (a minha idade) Mohamed Aman, um etíope que já em Setembro havia infligido a primeira derrota em 2 anos ao recordista mundial da distância, David Rudisha. Uma corrida tática, com passagem em 56 segundos aos 400 (ritmo para 1'52) demonstrou logo que a corrida seria decidida ao sprint..e se o polaco liderou desde o inicio não resistiu ao sprint superior de outros 3 atletas vindo a quedar-se na 4ª posição.
   Quanto aos 3000 havia muitas esperanças depositadas no campeão mundial de 5000 metros, Mo Farah que havia sido a grande surpresa da última época pelos resultados que alcançou, mas também não nos podíamos esquecer do eterno Bernard Lagat que com os seus 38 anos ainda se mantém na dianteira mundial do meio-fundo, algo impressionante para um atleta desta idade...mais uma vez a corrida foi lenta nos 2 primeiros km's (2'38 de média) tendo os melhores aguardado pelo último km para resolver a corrida e a verdade é que chegaram 4 atletas quase em simultâneo à meta, tendo Bernard Lagat conseguido superiorizar-se aos demais adversário e ganhando assim mais um titulo mundial...entre o 2º e o 4º classificado a diferença foi apenas de 2 centésimos, (duvido que mesmo na corrida de 60 metros esta diferença tenha sido menor) tendo Farah sido suplantado pelos quenianos Augustine Choge e Edwin Soi, que eram até ao momento os lideres mundias na distância em pista coberta. Para quem não tem noção o último km foi feito nuns impressionantes 2'24...o que é impressionante...isto é apenas passar a cerca de 57 segundos a cada 400.
    De ano para ano o que posso ver é que o nível é mais e maior...se antes tínhamos a vitória guardada para um conjunto muito restrito de atletas, hoje em dia o número de atletas que se vê com nível mundial é impressionante! só espero que esta tendência se possa alastrar à orientação também :P



Orientistas,
LS

Sunday, March 4, 2012

Attitude

   Aqui à uns tempos foi-me dado uma folha com um texto sobre o que é e o que significa a atitude não só no desporto, mas também nas nossas vidas e aqui o partilho: 

   How you approach the task, or your attitude, is decisive for success. You can never change badly planned courses, cold and rainy weather, early start times, step terrain, thick green areas, a bad map and so on, but you can change your attitude to the circumstances. If you compete in other countries you cannot count on the conditions being the same as home, but you can learn to accept and like the situation and even see it as an advantage for yourself, you can't also never be afraid of your opponents, they can have better conditions, more talent and be better prepared, but there is something you can have much more than them, attitude and believe that because they are the favourite ones, they will be much more scared about you than you about them.


The importance of attitude has been expressed in the following way:

On a scale of 1-5, very weak to very strong, we rate natural talent, current capacity and attitude. These factors combine to create the final result, performance.


                                  (Natural talent + Current ability) x Attitude = PERFORMANCE


Concluding, it doesn't matter if you are the best talent, or if you are in the best shape ever, if you assume before the beggining of the race that you are defeated you will never get a good performance, attitude count and without it the results will not come.




"The longer I live, the more I realize about the impact of attitude on life. Attitude, to me, is more important than facts.
It is more important than the past, than education, than money, than circumstances, than failures, than successes, than what other people think or say or do. It is more important than appearance, giftedness, or skill. It will make or break a company....a church...a home.
The remarkable thing is we have a choice every day regarding the attitude we will embrace for that day. We cannot change the inevitable. The only thing we can do is play on the one string we have, and that is our attitude.
I am convinced that is 10 percent what happens to me, and 90 percent how I react to it. And so it is with you  - we are in charge of our attitudes.

Attitude, Charles Swindoll



  É interessante como só mais recentemente consegui perceber o significado do que já havia sentido antes mas nunca havia conseguido explicar, mas ainda bem que tenho a capacidade de evoluir!





Orientistas,
LS