Monday, April 13, 2015

Entropia - Uma medida da desordem

    Meses fluem como dias. Inexoravelmente. Se tivesse de falar sobre tudo o que tem "fluido" nestes meses nunca mais acabaria. Bem mas começando, onde estou? Abril de 2015. Olhando friamente, é dizer que estou no fim do 3º ano, é dizer que a irreversibilidade do tempo é uma realidade para mim. Há dias em que olho por cima do ombro e só vejo memórias distantes, que jamais poderiam voltar a ser realidade e isso faz-me sentir nostálgico, triste até.
    Orientação é uma palavra estranhissima no meu vocabulário e nos dias que correm mantenho a minha corrida porque foi algo que, creio, tenha nascido para me acompanhar até ao fim dos meus dias. Mas pronto, sem problemas.

    O que tenho corrido? Janeiro foi vergonhoso, pouco ou nada corri. Fevereiro voltei a pouco e pouco à minha rotina. Março voltei a sentir um pouco as memórias do treino constante e duro, agora continuo na linha constante. Algo que tenho é a facilidade em atingir picos de forma e quanto mais velho mais fácil se torna. Estes 2 meses e pouco foi quanto bastou para atingir um nivel que é superior a qualquer ano anterior, quando o volume de treino não aumentou. Um dia, confesso, teria curiosidade em treinar a um nivel bastante alto para ver onde estão os meus limites. Já há muito tempo que perdi a visão da minha evolução, fui-me reduzindo ao mais natural para não cair nessa teia novamente, mas hoje em dia sinto curiosidade, curiosidade em ver onde chegaria.
   Fiz uma única prova, 15km, onde estaria totalmente fora da minha zona de conforto. Nem por isso deixou de ser uma experiência reveladora e o tempo, se é que tem importância, correspondeu ao que tinha em mente, o que já foi bastante bom!

  Enfim, esta é a realidade d'hoje e talvez seja a de amanhã. Mas daqui a uns dias não passarão de mais memórias que guardarei do passado distante. A entropia nunca diminui, a desordem cresce e o fluxo de tempo é consequência disso.

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